
1º de Janeiro de 2005, com toda pompa inerente aos ditadores assume o Prefeitão, que, a princípio parecia ser uma figura diferente de todas já vistas por estas paragens, mas como o tempo é o melhor conselheiro, tratou de colocar tudo em seus devidos lugares, o que parecia ser certo se travestia de uma ilusão impregnada de arrogância, truculência, prevaricação e prostituição do poder.
Mas como o povo gosta de sofrer e de ser enganado, o velho lobo travestiu – se novamente de cordeiro, e, derramando o sangue negro pelas ruas da Faxina e de guaiaca aberta pôs – se a se fazer de bom homem novamente, colocando – se como belo e formoso pavão banhado a ouro e púrpura ou então a um cavaleiro da idade média forjado no calor das batalhas. Enganado estava o povo, que, não percebeu que por dentro se escondia a putrefa maledicência humana em busca de seu regozijo pessoal, como um déspota que se farta com a carne enquanto seus súditos se lambuzam com os restos, como nos burgos que se formavam à volta dos castelos dos senhores feudais da idade média.
As mazelas do executivo tem criado uma distância enorme entre o Prefeitão e o povo, que, tinha tudo para ser diferente, o cheiro do dinheiro entorpece como a mais potentes das drogas.
“A MINHA MAIOR OBRA É CUIDAR DE PESSOAS”, nas reticências o povo não entendeu que as pessoas eram o povo que o rodeavam e não o proletariado (povão) que o elegeu, pobre povo mais uma vez manobrado o amor acabou, e, por conseguinte a vergonha também, a honestidade envergonhada desapareceu na fumaça da pirotecnia do palco desta, opera trágica em que se transformou este governo.
“MINHA MAIOR OBRA ERA CUIDAR DE PESSOAS, AGORA É GASTAR DINHEIRO DELAS”.


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